Num país onde a natalidade diminui e a infertilidade afeta muitos casais, o Movimento +Fertilidade desafia as empresas a assumirem um papel ativo na promoção da fertilidade. Mais do que medidas, trata-se de valores: apoiar quem deseja formar família é cuidar do futuro coletivo.
Há causas que transcendem estatísticas. Há temas que, mesmo quando silenciosos, falam mais alto do que muitos outros. A fertilidade é um desses temas. Num país onde nascem cada vez menos crianças, onde os sonhos de ser mãe ou pai são muitas vezes adiados ou abandonados, é urgente dar voz e espaço a quem quer formar família — e agir coletivamente para que isso seja possível.
Portugal tem hoje uma das taxas de natalidade mais baixas da Europa. Estima-se que um em cada seis casais enfrente dificuldades em engravidar. Mas este não é apenas um problema de saúde ou uma decisão privada — é um desafio nacional, que nos interpela enquanto comunidade. E se há lugar onde esta resposta pode começar, é dentro das empresas.
As empresas podem ter um papel na equação da fertilidade: 3 em cada 4 jovens consideram que o melhor apoio que as empresas podem dar no seu planeamento familiar é flexibilidade de trabalho e benefícios adicionais para os pais. 1
O Movimento +Fertilidade nasceu para unir vontades. É promovido pela Associação Portuguesa de Fertilidade, pela Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução e pela Ordem dos Médicos, com o apoio da Merck. Juntas, estas entidades mostram que criar um país mais amigo da fertilidade exige mais do que boas intenções — exige compromisso, coragem e ação. Exige que quem tem capacidade de influenciar e transformar — como as empresas — se levante e diga: aqui, apoiamos quem quer formar família.
Porque ser uma empresa que adere a este Movimento é muito mais do que adotar medidas — é assumir valores. É dizer a cada colaborador que o seu projeto de vida tem lugar na sua carreira. Que não tem de escolher entre ser profissional e ser pai ou mãe. Que não será discriminado por querer ser. E que será apoiado se tiver de lutar para o conseguir.
Flexibilizar horários. Permitir tratamentos de fertilidade durante o horário de trabalho. Criar licenças específicas. Promover o conhecimento sobre saúde reprodutiva. Combater o preconceito ligado à idade e à fertilidade. São gestos simples, mas com um impacto profundo. São decisões que mudam vidas — e que podem moldar o futuro de um país.
Mais do que uma resposta a um problema, o Movimento +Fertilidade é uma visão: a de um Portugal onde as pessoas não têm de abdicar dos seus sonhos. E as empresas, ao assumirem este compromisso, tornam-se protagonistas dessa transformação. Porque quando se escolhe cuidar da fertilidade, escolhe-se cuidar do futuro. E esse é, talvez, o gesto mais poderoso que uma organização pode fazer.
A tua empresa tem medidas destas? Ou gostaria de ter? Descobre mais sobre este projeto e como fazer parte desta verdadeira revolução em www.movimentomaisfertilidade.pt.
Publicado no website Comunidade Cultura e Arte